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16 de jun de 2013

O Segredo dos Cross - Capítulo 25

 
" Vivian, após seu interminável sono, acordou. Ela havia dormido em uma cama simples e, no mesmo quarto, Lucas estava dormindo profundamente, em uma outra cama, também muito simples. O quarto era pequeno, e apresentava uma pequenina janela, voltada para o mar.
 
Lucas somente acordou quando a mãe deles, Loren, entrou no quarto, chamando os dois para o café da manhã.
 
Loren? Viva?
 
Pois é...
 
Após Loren ir embora para a cozinha, Vivian, assustada, se levantou e foi até a janela. Havia uma ilha à vista, bem longe, mas nela estava faltando algo essencial: o Castelo.
 
- Lucas, venha ver, o Castelo sumiu! - disse Vivian, empurrando Lucas para perto da janela
 
- Que Castelo? - perguntou Lucas - Naquela ilha nunca teve um Castelo!
 
- Teve sim! Você não se lembra de quando morávamos lá e, depois de descobrirmos o Segredo, viemos para cá, viver humildemente para nossa família não passar por tudo aquilo de novo?
 
- Não! Vivian, acho que você deve ter sonhado...
 
- E... nossa mãe está viva? Onde estamos?
 
- Está sim... tanto é que acabou de vir aqui nos chamar para o café... Até onde eu sei moramos em Berca, uma pequena ilha isolada do resto do mundo. E, sem querer ser chato, você tem que mostrar o trabalho de história para a professora hoje, na escola, então, é melhor você terminá-lo! - disse Lucas - Agora, terráquea, voltou para a Terra?
 
Lucas foi para a cozinha e deixou Vivian no quarto, abismada.
 
- Realmente, tudo aquilo deve ter sido somente um sonho... - pensou Vivian
 
Ela, convencida de que tudo tinha sido apenas fruto de sua imaginação, resolveu ir até a cozinha, ver como as coisas iriam continuar, para se certificar se o sonho tinha sido o Castelo, ou sua vida no momento.
 
Mas, antes de sair do quarto, se deparou com uma escrivaninha, que lhe era familiar, de quando "estava" no Castelo.
 
Em cima dela estava presente uma caixinha, e Vivian a abriu. Dentro dela apareceram duas chaves grandes, com iniciais "A", um pequeno colar em formato de coração, com uma chavinha dentro cuja inicial era "L", e um Diário em branco, cujo título era Diário de Vivian.
 
Vivian se lembrou de tudo o quê tinha passado no Castelo e, sabendo que uma mulher de cada geração deveria escrever um Diário, para orientar os futuros membros a fim de descobrirem o Segredo, resolveu escrever, no Diário que estava em sua frente, todas as suas memórias e provações pelas quais tiveram de passar para desvendar o Segredo. Procurou escrever tudo de que se lembrava, inclusive o que estava escrito nos Diários de Amy, Angelique e Loren. Escreveu as impressões que teve ao acordar e descobrir que tudo tinha sido um sonho. Mas também escreveu as impressões que teve ao encontrar as chaves e o Diário em branco, o que comprovava que aquilo tudo não tinha sido apenas um sonho.
 
Ela percebeu que haviam três chaves e três Diários, além do que estava a escrever. Tinha em suas mãos as chaves para o sucesso, para uma vida melhor, para a felicidade, que só conseguiria com a ajuda da família e da união que, no caso, eram os três Diários. E estava escrevendo mais um, que seria todos os outros três diários em um só, e ainda com as impressões que teve sobre tudo aquilo.
 
Ou seja, estava escrevendo dicas e orientações de como ser feliz, orientando sobre como ultrapassar barreiras, sem cair nos buracos ou se perder nos labirintos da vida que, a todo momento, a sociedade nos obriga a ultrapassar. E tudo isso com a união de nossos amigos e familiares, afinal, sem eles, nunca conseguiríamos descobrir o Segredo da vida, o Segredo da felicidade, o Segredo dos Cross.
 
Mas, como ela bem percebeu, haveria então quatro Diários para apenas três chaves. Isso porque cada geração fazia um Diário e uma chave para, com essa união, a geração futura conseguir seguir em frente, sem pestanejar. Então Vivian deveria construir uma chave também. Mas para abrir qual porta? Para quebrar qual barreira?
 
A barreira da vida, que nos impõem chaves a todo momento, para a ultrapassarmos e conseguirmos o tesouro que está por trás deste Segredo: A felicidade. E para isto não precisamos apenas de chaves, mas também de diários. Precisamos da união de nossa família e amigos, para nos orientarem através da vida, a fim de, a partir desta poderosa união, conseguirmos desvendar os Segredos que nos atormentam, e nos libertarmos do Castelo de Angústias e Sofrimento que nos envolve.
 
E quem sou eu?
 
Sou, ao mesmo tempo, a escritora, eu-lírico e personagem principal desta história. Mais conhecida como Bianca ou, até mesmo, como Vivian.

 Há muito tempo atrás tive um sonho em que morava em um Castelo, coberto por espinhos nascidos ao longo dos séculos. E sonhei toda a aventura que acabei de lhes contar até que, de repente, acordei, mas identifiquei elementos reais que comprovassem que tudo não tinha sido apenas um sonho: três chaves e um diário.

As três chaves eram os elementos que iriam me orientar a atravessar barreiras, mais conhecidos como reptiliano, límbico e neo-cortex. Devo me explicar agora. O reptiliano é a parte do cérebro que coordena as ações básicas, animais, como comer e dormir. O límbico é a outra parte que coordena as emoções, como felicidade e tristeza. O neo-cortex é a última parte que só pertence aos humanos, a que coordena o raciocínio lógico. Portanto, de maneira formal, estas são as três "chaves" que nos auxiliam a atravessar as barreiras da nossa vida, por meio de diários, que nos orientam, simbolizando a família que nos auxilia.

Tudo nesta história tem um significado, um propósito. Após a descrição dessas três partes do cérebro você deve ter ficado intrigado, já que o significado da história é muito mais complexo do que imaginava.

Emílio, Benjamin, Quênia, Lucas e Vivian também simbolizam algo, sendo esta última a minha pessoa, presente na história.

Emílio representa o que faz nós ficarmos furiosos e, com isso, cometermos atos ruins, como, por exemplo, trancar a família num Castelo para "sua própria segurança".

Benjamin representa nosso lado curioso e aventureiro, em que, apesar de estarmos tranquilos, com a vida estabilizada, queremos aventuras, o que geralmente não nos leva a um bom caminho, sendo muitas vezes guiados pela inocência.

Quênia representa nosso lado correto, honesto e realista, em que nos preocupamos com coisas básicas, como impedir que dois irmãos denominados Lucas e Vivian briguem dentro de um túnel, e queremos ajudar os outros e apartar conflitos.

Lucas, por sua vez, representa nosso lado infantil e alegre, em que muitas vezes temos conclusões egoístas e ruins, inspiradas no que ainda nos resta de nossa época de criança. Por sua vez, com toda esta ingenuidade, muitas vezes percebemos coisas que, por exemplo, pessoas ligadas mais ao lado adulto não percebem, como quando Lucas, ao contrário dos demais, percebeu que faziam dias que todos estavam tentando terminar de ler os diários e não o tinham conseguido, pois sempre arranjavam outras coisas a se fazer, esquecendo do principal, que era ler os diários a fim de descobrir o segredo.

Vivian simboliza o lado racional, que age com base na inteligência e no que é certo, sem usar as emoções, que por sua vez Lucas e Quênia usavam. Ela simboliza o lado que mais age nas pessoas hoje em dia, que mais age em você, que mais age em mim.

Por isto, por exemplo, em diálogos, Lucas usa as emoções para resolver algo, Vivian resolve com a razão e Quênia aparta a briga com o bom senso. Esta base de diálogo percorre toda a história.

Agora você deve estar se perguntando: "Se você é a Vivian e escreveu um Diário sobre a história, com base também em elementos reais, onde ele está?"

 As chaves, metaforicamente, simbolizam nossas ações, e estão presentes somente no plano das ideias, mas realmente o meu Diário não pode existir apenas metaforicamente, já que reúne dicas e orientações de como ser feliz...

O meu diário esteve presente ao seu lado este tempo todo, durante este curto período de tempo em que você acompanhou a história. Meu Diário agora está nomeado não mais como "O Diário de Vivian", mas sim como "O Segredo dos Cross", e creio que ele está em suas mãos neste exato momento.

Isto porque ele não é um diário somente com a minha vida, sobre a minha geração, como Amy, Angelique e Loren fizeram. Ele também descreve a história de meus antepassados. Contém o Passado, o Presente e o Futuro, e cabe a você decifrá-lo e compreender o que cada elemento dele significa, de modo a aproveitar todas as morais escondidas nos lençóis do Segredo dos Cross.

E então, já ultrapassou suas barreiras, escapou dos túneis de contradições e se libertou de seu Castelo de intrigas, problemas e incertezas?

Agora que as linhas deste diário estão chegando ao fim, deixo um dever em suas mãos: com ajuda de meu diário, das chaves e de sua família você tem de desvendar O Segredo dos Cross, da Vida e da Felicidade, e, por fim, se libertar!

Mas lembre-se de nosso lema: "O Segredo é a Família, e lute para isto continuar assim!""


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