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21 de abr de 2013

O Segredo dos Cross - Capítulo 14

 
"A Sala era escura, a não ser pelos pequenos raios de luz que vinham do lado de fora. Apresentava alguns caixões, especificamente, cinco deles. Se nomeavam: Amy, Emílio, Angelique, Loren e Rodrigo. Mas também havia outros quatro no canto da sala, e eles estavam vazios. Se nomeavam Everton, Daniel, Vivian e Lucas.
 
- Nossos caixões já estão aqui! - exclamou Lucas
 
- Sim. Agora nos resta saber quem são esses membros da família. Sabemos que Angelique é nossa avó, que Loren é nossa mãe e, naturalmente, que Daniel é nosso pai. Mas quem é Everton, o único membro da Família, além de nosso pai, que está vivo? - indagou Vivian




- Lembra daquele senhor que entrou aqui duas vezes e nos entregou as chaves? Ele deve ser da nossa família. Deve ser Everton. - concluiu Lucas
 
- Deve ser, mas agora quem ele é... - disse Vivian - Bom, vamos dar uma olhada nos caixões, quem sabe encontramos o que nossa mãe disse, no Diário, que estaria com ela. Vamos abrir seu caixão.
 
- Que horror! - exclamou Lucas
 
- Lucas, é para nosso bem, devemos fazer isso, e rápido, a maré já está subindo! Temos de procurar isto de que Loren nos falou e encontrar um meio de sair desta ilha! - interveio Quênia
 
Chegaram perto do Caixão. Por um momento tiveram receio sobre se deveriam abrir o caixão ou não. Se deveriam ou não ver sua mãe. Mas foram em frente, abriram o caixão.
 
Lá estava Loren. Seu corpo embalsamado estava ali, simples e misterioso. Todos os corpos estavam embalsamados de forma adequada, por isso não foram destruídos pelo passar do tempo. Ao lado de Loren, no caixão, estava uma caixinha com um colar fino e delicado, que deveria ter pertencido a Loren.
 
Em cima de Loren havia um bilhete, e Vivian o leu em voz ata:
 
'Fico feliz que tenham encontrado coragem em abrir este caixão. Que não tiveram medo em encarar o Passado, em encarar o tempo, em encarar o meu, o seu, o Futuro de todos, que se resumirá na mesma coisa: na Morte.
 
E agora estão lendo este bilhete.
 
Devem ter se dado conta deste colar que está nesta caixa - se é que vocês já não o tiraram dele, para contemplá-lo. Aconselho que vocês o peguem, e deixem sempre consigo, pois ele será muito útil para vocês mais para frente. Acreditem, não é uma mera lembrança do Passado, uma mera lembrança da sua mãe que, na verdade, nunca estava muito presente na vida de vocês, principalmente depois de sua morte. Ele é uma lembrança também do Futuro.
 
Agora, há mais uma coisa em um desses caixões, a que vocês já devem estar se dando conta de sua necessidade. Olhem para as marés, do lado de fora, e entenderão que coisa é essa.
 
Ela está no caixão do membro que, no momento, é o mais importante para vocês, pois é o único que os têm ajudado de fato e ainda irá os ajudar, não apenas por intermédio de Diários e Chaves. Inclusive, com este objeto que vocês conseguirão chegar até ele.
 
Agora é melhor você irem procurar este objeto. Por mais que eu dê dicas à vocês por intermédio desse bilhete, de nada adiantará se eu me demorar nisso e vocês ficarem presos aqui, quando a maré subir, de tanto ficarem aqui, lendo essas palavras.
 
Adeus, e não se esqueçam: 'O Segredo é a Família e lutem para isto continuar assim'.
 
 
- Vou colocar este colar em meu pescoço. - disse Vivian - Vamos procurar este caixão.
 
- Quem é esse membro que, no momento, é o mais importante para nós? - indagou Lucas
 
- Provavelmente o quê ainda está vivo. Deve ser nosso pai, ou Everton. Mas nosso pai nunca nos deu importância, não será agora que ele nos ajudará. - concluiu Vivian - Veja Lucas, ele nem deve ter reparado que nós sumimos. Vamos até o caixão de Everton.
 
Abriram o caixão de Everton e, naturalmente, seu corpo não estava lá. Mas em seu lugar estava um Barco com um par de remos. Ele era pequeno, para caber no caixão, mas dava para os três entrarem nele.
 
Levaram o barco para fora e se certificaram de que ele não estivesse com buracos. Deram uma última olhada na sala, na ilha, e entraram no pequeno barco, com o Diário de Amy, de Angelique, de Loren, com as duas chaves e com o colar. E, é claro, entraram também com bons pressentimentos."
 
 


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